Desenvolvimento pessoal

Dinheiro, sucesso, sonhos realizados, trabalho ideal, vontades e luxos ao alcance das mãos e sem preocupações diárias. Legal né? Muitos de nós buscamos isso, totalmente aceitável. Talvez estejamos até com os objetivos certos em mente, porém, com as motivações erradas. O que muitas vezes deixamos de lado é justamente o nosso desenvolvimento pessoal, algo muito antes de qualquer profissão dos sonhos, sucesso ou, reconhecimento em uma determinada área.

O seu desenvolvimento pessoal pode ter levar onde você deseja chegar!

O que existe em muitas pessoas é a falta de vontade em se capacitar e, não estou falando apenas de cursos técnicos, profissionais ou, acadêmicos e, sim, crescer enquanto indivíduos, saber um pouquinho mais de coisas novas de cada vez. É necessário que estejamos em constante evolução, melhorando nossas habilidades e descobrindo outras. Esse processo de descoberta e aprendizagem estimula desde a criação de sinapses no cérebro até promover melhorias em nosso meio.

A corrida diária, compromissos, imprevistos, reuniões, trabalho, etc, tomam muito do nosso tempo e quanto conseguimos algum, pensamos primeiramente no descanso, ficar sossegado, em paz. Mas talvez a gente se encontre em meio a essa confusão contínua justamente por não investirmos tempo em nossa melhoria como pessoa. Muitas vezes dizemos que queremos aquilo que está a nosso alcance quando na verdade queremos mais, porém, acabamos nos contentando. Isso nos limita e nos deixa preso em um círculo vicioso de satisfação imediata.

Seu nível de sucesso raramente excederá seu nível de desenvolvimento pessoal, pois o sucesso é algo que você atrai pela pessoa em que se torna

Jim Rohn

O crescimento acontece quando saímos um pouco de cada vez da nossa zona de conforto, aquele espaço que nos deixa seguros e onde temos tudo sob controle. É bom, só isso! Quando nos dispomos a aumentar essa área segura, realizamos novos projetos, temos novas ideias, conhecemos outras pessoas, desenvolvemos novas habilidades e adquirimos novos conhecimentos, tudo isso somado, abre um mundo de possibilidades para quem o pratica!

Autossabotagem

Autossabotagem pode ser definida como a criação de obstáculos e dificuldades – de forma consciente ou não – que nos atrapalham na hora de realizar tarefas ou conquistar objetivos. Muitas vezes fracassamos em nossas atividades profissionais, pessoais e até mesmo de negócios não por ignorância ou incompetência, mas para realizar um desejo inconsciente de fracassar e contínuo por uma satisfação corretiva.

Autossabotagem é como abrir a porta do carro numa via expressa com tráfego intenso

Em alguns casos, essa autossabotagem acontece de maneira natural, totalmente inconsciente ou, falta de experiência. Nesse caso, a falha faz parte do processo de aprendizado. Por outro lado, existem ações feitas de forma consciente que achamos que fazem parte de nossas características individuais, essas são as mais difíceis de perceber. É aquela velha história de quando alguém diz que tem “temperamento forte” e, na verdade é apenas falta de educação mesmo.

Outro fator que pode contribuir para a nossa autodestruição tem a ver com a bagagem mental que carregamos desde a infância. Isso pode impedir o sucesso de uma pessoa muito mais do que ela imagina. Precisamos identificar esses pontos fracos que nos fazem perder oportunidades, extrapolar nossos limites e, arriscar mais do que podemos suportar.

Autossabotagem nos faz errar em coisas simples

A maioria das pessoas passa a vida inteira cometendo os mesmos erros, algumas chegam aos 60 fazendo as mesmas burrices que faziam quando eram jovens e invencíveis de 20 anos. Por exemplo, na segunda-feira reclamam do trabalho, de acordar cedo, da rotina, de tudo… e se dispõem a viver da mesma maneira continuamente se contentando com o que é possível fazer, esperando por uma satisfação momentânea, ou seja, sabotam o próprio futuro em detrimento da conformidade com o presente.

Outras pessoas estruturam a vida para serem bem-sucedidas numa área, enquanto desenvolvem conflitos internos em outras, o desequilíbrio é até certo ponto saudável. Poucas pessoas amadurecem e superam seus problemas, por mais difíceis que eles sejam. Quem não aprende com o passado está condenado a repetir os mesmos erros no futuro.

Perdas

Qual foi a maior perda que você já teve? Não sei se essa é uma pergunta frequente, ou talvez, nem passe pela nossa cabeça saber o quanto perdemos algo ou, alguém. É até compreensível ignorarmos e evitarmos falar no medo de perder, isso mexe com algo em nós que não sabemos ao certo do que se trata. Todos vislumbramos à linha de chegada, mas não nos preparamos para as perdas no meio do caminho.

Por exemplo, se temos uma perda financeira em qualquer tipo de investimento, o primeiro pensamento que vem a nossa cabeça é de desistir daquilo e partir para outra. Passamos a falar mal e, transmitimos uma ideia errada para outras pessoas. Muitas vezes com essa atitude deixamos de aprender algo novo, entender em que ponto nós erramos e quais comportamentos precisamos melhorar para obter êxito.

As perdas fazem com que pensemos melhor em como estamos agindo

Existem vários momentos de perda ao longo da vida. Perda de pessoas que amamos, perda de dinheiro, perda da fé e, em alguns casos, perda até mesmo da vontade de viver. Por mais dolorosa que seja uma perda, ela pode vir seguida de um pouco de sabedoria que com certeza nos engradece e pode nos ensinar muito.

Essa sabedoria quando bem aplicada nos permite perceber onde e por que erramos, se é necessário que adotemos uma estratégia mais adequada para lidar com projetos, se precisaremos mudar nosso comportamento e atitude ao lidarmos com algumas pessoas. Devemos entender que perder faz parte do jogo, todas as escolhas têm perdas.

Planejamos viagens, festas, casa dos sonhos, casamentos etc., coisas boas para se pensar. Cada uma dessas escolhas implicará em algum tipo de perda ou, renúncia. Devemos ser sinceros com nós mesmos e aceitar que às vezes nem tudo sai como o planejado, o idealizado, o sonhado mas nem por isso a vida não merece o nosso melhor!

Fotografia

Em uma fotografia é possível registrar momentos únicos vividos apenas pelos protagonistas da imagem. Toda a tentativa de reconstruir a emoção sentida naquele momento é em vão. Nada pode ser feito para transparecer e conhecer o que está por trás de uma imagem. Assim como um pintor não pinta o mesmo quadro duas vezes, uma foto não registra o mesmo sentimento duas vezes.

Na busca frenética por imagens cada vez mais bonitas, filtros que destaquem alguma particularidade especial, registros únicos para mostrar aos demais, esquecemos muitas vezes de viver aquele momento único que jamais irá se repetir. Para alguns, as fotos espontâneas são as mais bonitas, captam o melhor da essência de uma pessoa, aquele sorriso que se ensaiado não sai o mesmo, aquele brilho nos olhos que cativa, aquele gesto natural de jogar os cabelos.

As fotografias ativam lembranças e com elas é possível viajar no tempo. No mesmo instante passamos a dizer: “- Como passa rápido” ou, ainda, “- Parece que foi um dia desses”. Desejamos sentir e viver tudo aquilo novamente. Essa magia interliga dois pontos distantes no espaço e de algum modo faz com que os velhos se sintam mais novos, os casais se lembrem dos sorrisos e olhares apaixonados e, torna os sonhos mais vivos!

O que vai ficar na fotografia são os laços invisíveis que havia…

Música: Fotografia (leoni)

Aqui vale lembrar àquela máxima repetida desde sempre: “Uma imagem vale mais do que mil palavras”. A imagem, seja ela em papel ou, uma lembrança guardada na memória funciona como se fosse um livro ou, filme, tem início, meio, fim, personagens e, enredo. Algumas vezes precisam de explicação ou, não, simplesmente podemos deixar que cada um interprete a sua maneira. O ato de fotografar exige um olhar apurado para que seja possível registrar lembranças e sentimentos que nos lembrem de quem somos sempre que preciso.