War

War é um jogo de estratégia jogado em um tabuleiro onde os jogadores tem na sua frente uma representação similar a do mapa mundi (dependendo da edição do jogo). Os jogadores precisam escolher uma dentre as 18 cartas-objetivo existentes – essas cartas definem o que cada um terá que fazer para sair vencedor – a partir dai, devem movimentar seus exércitos entre os territórios e atacar os oponentes a fim de alcançar o que lhe foi determinado no início.

War, o jogo da estratégia!

Esses dias, abri novamente a caixa – guardada há anos – e voltei a jogar, só que agora com minha filha de 5 anos, e ao longo do jogo pude perceber algumas coisas que com a correria do dia a dia, atividades e obrigações da vida adulta aliados ao excesso de trabalhos, afazeres, compromissos necessários e importantes nos tira pouco a pouco. Algumas dessas observações foram:

  1. Com a carta-objetivo em mãos, todo o esforço deve ser direcionado para o alcance dele.
  2. Buscamos, quase sempre, atacar os oponentes até a última possibilidade que temos.
  3. Existe uma hora que se deve parar de jogar e passar a vez, ganhando ou perdendo.
  4. Durante o jogo, alguns soldados serão deixados de lado em prol do objetivo maior.

Agora um paralelo…

  1. Ao longo da nossa vida criamos vários objetivos, alguns são realizados e outros não. Faça uma revisão mental e tente achar o porquê dos que, por algum motivo, não foram realizados. Em alguns casos, vamos descobrir que não nos esforçamos o suficiente, de outros, simplesmente desistimos, sem ao menos nos dar uma chance.
  2. É preciso ter cuidado ao fazer as coisas de maneira precipitada, ou mal planejada, podemos acabar perdendo tudo e precisar recomeçar do zero. Não há problema quanto a isso, porém, quanto melhor for o nosso planejamento e compreensível for o cenário, poderemos evitar grandes problemas lá na frente.
  3. Por mais que a gente tente, não vamos ganhar todas as batalhas. Nesse momento, precisamos de sabedoria para lidar com as perdas e paciência para buscar novos caminhos, aprendizados, conquistas, e até mesmo, novas pessoas. Com o discernimento claro daquilo que precisamos fazer para melhorar.
  4. Se você vai viajar, certamente, só levará o que for necessário e de acordo com o destino, todo o resto fica pra trás. Assim é na vida, às vezes, precisamos deixar de lado, ou ainda, nos desfazer totalmente de certas coisas para que possamos buscar aquilo que desejamos. A vida não espera pelas nossas escolhas, ela simplesmente acontece.

Muitas outras observações poderiam ser colocadas aqui, mas elas fariam sentido apenas para aqueles que de algum modo tivessem experiências parecidas, como por exemplo: no jogo é você contra todo mundo, eventualmente, contaremos com ajuda dos outros na derrota do oponente, ou ainda, que daqui a pouco os filhos não precisarão de nós para jogar =X Um simples jogo de criança tem muito a ensinar, basta abrir os olhos e enxergar além do que nos é mostrado.

Gostaria

Gostaria vem do verbo gostar, do latim gustãre (tomar o gosto a). Outra informação importante a cerca desse verbo é que ele se encontra no futuro do pretérito do indicativo, ou seja, refere-se a um fato que poderia ter acontecido posteriormente a uma situação passada. Existem ainda, outras possibilidades de uso mas, essa é a que mais gosto. Deixa bem claro que se refere a algo que por algum motivo não aconteceu.

É engraçado perceber como aos poucos vamos acumulando muitos futuros do pretérito ao longo de nossa vida. Muitos desejos, vontades, e objetivos vão sendo deixados para trás por algum motivo qualquer, ou força maior. “Eu gostaria de viajar para Paris”, “Eu gostaria de trabalhar com outra coisa”, “Eu faria tudo diferente se pudesse”, e assim, pouco a pouco, vamos nos cercando de “ias” quando na verdade deveríamos fazer o esforço necessário para acumular futuros do presente – algo que, com certeza irá acontecer ;D

Troquemos o gostaria por gostarei!

Vontades, serão sempre vontades. Até surgir a coragem!

zenilde lima

Isso tem muito a ver com a percepção que cada pessoa tem daquilo que importa para si. Alinhar os esforços para uma direção, com os objetivos claros em mente talvez seja o melhor caminho para alcançar o que se deseja. Não adianta querer abraçar o mundo com as pernas, não dá! Inicialmente, devemos nos limitar a fazer o que está a nosso alcance com aquilo que possuímos, só depois estaremos prontos para fazer algo que realmente queremos.

Imagine alguém que gostaria de pular de paraquedas. A pessoa fica com esse desejo em mente, e sempre que vê um paraquedista imagina a sensação, a adrenalina dos segundos antes do pulo, e pensando no dia que vai pular. Mas… simplesmente não o faz, por algum motivo que desconheça ou, talvez, essa vontade não esteja entre as suas prioridades para realização. Saber identificar as coisas que não são prioritárias para nós, ajuda e muito na decisão de que rumo vamos seguir.

A nossa vida é uma luta constante entre a realização daquilo que queremos versus a não realização – e compreensão – daquilo que achávamos que gostaríamos de fazer em determinado momento. Existem dias que nossos desejos e vontades são maiores do que nossas necessidades, e conciliar nossas vontades com nossas prioridades é de suma importância para um equilíbrio saudável.

Aquele que não tem a coragem necessária para fazer, apenas aprecia o momento, não o vive por completo!