Desistir é uma opção

Desistir é uma palavra forte. Muitas pessoas não aceitam nem que possa fazer parte do seu vocabulário, dia a dia, dicionário, seja lá o que for. Acredito que isso aconteça devido à criação que temos durante toda nossa vida, da necessidade de sempre vencer, buscar nos esforçar para sermos “alguém”, termos sucesso a todo custo, excesso de rivalidade que às vezes nem sabemos contra quem estamos competindo, simplesmente vamos à luta e, alguns, ficam perdidos, sentindo-se sós, presos em sonhos e vontades que não são seus.

Mesmo se desistir é preciso continuar!

Tome como exemplo uma viagem, todo mundo diz que: “Viajar é bom, mas voltar pra casa é melhor”. Claro que não tem comparação uma desistência a um retorno de viagem, mas a ideia que quero passar é a de que regressar é bom. Desistir de uma atividade, trabalho, rotina, ou mesmo um projeto de vida, pode ser um regresso que a gente nem sabia que precisava, começar do zero nem sempre é do zero mesmo, a gente sempre carrega um pouco de experiências, aprendizados que nos tornam mais sábios (espera-se) do que antes.

A vida é uma só pra gente se limitar, em qualquer aspecto. Precisamos experimentar coisas novas para descobrir do que somos feitos de verdade, a que grupo pertencemos, quem queremos ter ao nosso lado, o que queremos realizar. Tudo isso requer que a gente desista de alguma coisa, e tudo bem. E falando de verdade… Ninguém liga quando você tem sucesso, ou alcança algo que almeja, mas se você falhar muitos aparecerão para julgar.

Cada um sabe o esforço que tem que fazer para se permitir começar de novo, existem custos envolvidos, sentimentos e relações que precisam ser considerados, e se desvencilhar desses laços é difícil. Como diz na música: “Cada escolha, uma renúncia”. Não precisamos ter tudo, mas sim saber desfrutar o melhor do que nós temos para enxergar o que queremos alcançar, no meio disso, teremos que desistir de alguns objetivos para realizar outros, e tudo bem!

Desistir de tudo às vezes é um caminho para um novo recomeçar…

Desistir é um suspiro profundo que nos permite recomeçar, tomar um fôlego para uma reflexão e nos mostrar onde erramos e o que podemos fazer para melhorar. A partir daí, cabe a cada um, decidir o que fazer com essa oportunidade. A vida não é uma linha reta de sucesso e prosperidade, cercada de flores. Tá mais pra uma esteira gigante que reveza a velocidade entre rápido e devagar, com diferentes obstáculos que se não nos derrubarem, nos ensinam, e se quisermos flores, teremos que plantar!

Vencedor

Qual é a percepção de vencedor que temos em nossa mente? Talvez a de uma pessoa bem sucedida na vida, mas ai vem outra questão: O que é ser bem sucedido hoje em dia? Ah, ter muito dinheiro, uma boa carreira, ter liberdade para poder fazer o que quiser quando quiser, alguns podem pensar de imediato. Mas, uma pessoa pode ser rica e, ter uma série de outros problemas que ficam disfarçados em virtude de um fator estar mais exposto que os demais.

Não é sobre chegar primeiro, e sim, superar nossos próprios limites

Para vencer na vida, é preciso antes de tudo entender que consiste em uma competição individual, é só você contra você mesmo! Não tem razão comparar a sua vida com a de quem quer que seja. Claro, que no meio do caminho existem diversos fatores que podem contribuir, ou dificultar o progresso – sorte, QI, educação, condições adequadas, boa estrutura familiar, boas referências, meio em que vive, etc – mesmo com tudo isso à disposição, compete unicamente ao indivíduo a decisão de fazer dar certo ou não.

Além disso, não precisamos sair vitoriosos de todas as batalhas para vencermos uma guerra, mas cada derrota deve servir de aprendizado e incentivo para que na próxima vez tenhamos chances maiores de ganhar. O vencedor é aquele que não desiste na primeira adversidade, ou na segunda que seja, é aquele que consegue persistir mesmo com todas as dificuldades impostas propositalmente ou, inesperadas da vida. Um pai de família que consegue com muito esforço criar seus filhos e, estes, tornarem-se bem sucedidos, é um vencedor de marca maior com toda a certeza!

“Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso você precisa ver o que não está visível”

a arte da guerra

Muitas vezes, temos em mente que o vencedor coleciona apenas vitórias, quando na verdade isso é só a parte visível de todo o processo pelo qual passou para estar ali. Esse processo é composto por estudos, renúncias, perdas, práticas, tentativas, mudanças e tudo o que pode interferir, ou ajudar em seu crescimento. Todos podemos ser vencedores em algum aspecto. A competição coletiva deve ser utilizada para agregar e não para destruir. Conquistas não são para serem comparadas, são para serem admiradas e utilizadas como incetivo para que cada um seja vencedor a seu modo.

Potencial

Por definição, potencial é algo “relativo à potência, suscetível de existir ou acontecer, mas sem existência real, virtual.” Geralmente associamos essa palavra à grandiosidade de coisas que uma pessoa pode fazer, não é verdade? Mas, do mesmo modo, é possível pensar em potencial como algo nosso que fica ali no canto, meio que deixado de lado, sem de fato ter uma existência real em nossas vidas.

O nosso potencial precisa estar sempre em desenvolvimento.

Toda pessoa nasce com um potencial e, para desenvolvê-lo é preciso dispor de ferramentas, condições e experiências que favoreçam a utilização de suas habilidades para solucionar problemas, imaginar situações e, ir além do que se pode. Uma pessoa que não desenvolve seus potenciais é como um animal que nasceu em cativeiro. Não tem condições de voltar a viver livre na natureza, perde o instinto pela caça ou, não sabe se relacionar com outros animais da mesma espécie, está limitado ao ambiente que está inserido.

As potencialidades quando exercidas ativamente promovem além de tudo um crescimento individual, faz com que a pessoa se abra para novas oportunidades e modos de pensar, busque por relações saudáveis e que agregam ao seu estilo comportamental. Pode parecer simples mas, observe as pessoas bem sucedidas ao redor, todas elas se esforçam ao ponto máximo que conseguem até extrapolar e, nessa ruptura de “zona”, elas deixam de ser um potencial sucesso para de fato sê-lo em toda a sua plenitude.

É cansativo se tornar ou, buscar aquilo que se deseja. Nesse processo vão-se horas de aprendizado, tentativas frustadas, perdas recorrentes, mais tentativas frustadas, pensamentos negativos, comentários contrários. E, mesmo diante de várias dificuldades e justificativas para cessar, o que difere as pessoas é uma decisão. Histórias de sucesso e superação existem ao monte, todas tem algo em comum: o esforço empregado continuamente diante de um problema ou, para alcançar um desejo pessoal.

Todos têm um potencial dentro de si, porém, poucos o tornam realidade

autor desconhecido

O potencial que existe em cada um de nós precisa ser exercido e praticado ao limite, cada um a sua própria maneira e condições possíveis. Claramente, não se trata de uma opção viável a maioria, será mesmo? Devemos parar de pensar que não somos bom o suficiente para fazer alguma coisa. Uma vez que decidimos pelo caminho do desenvolvimento o maior beneficiado somos nós próprios, deixaremos de ser potenciais para nos tornar de fato o resultado que buscamos.

Querer é fazer

Já ouvimos muito a frase: “Querer é poder”, essa frase remete a uma possibilidade sobre alguma coisa desejada quando na verdade faz mais sentido dizer “Querer é fazer”. Quantas pessoas dizem que querem fazer alguma coisa ou, alcançar algum objetivo de vida, mas se comportam completamente ao contrário? Têm por desejo se tornar um escritor(a), mas não escrevem ou, menos ainda, não leem um livro que seja ou, desejam entrar em forma mas nunca treinam.

Para começar a correr basta dar o primeiro passo

A grande verdade é que todos nós temos muitas coisas que desejamos alcançar, porém, dificilmente estamos dispostos a fazer o esforço necessário para tal. Andamos sempre “ocupados demais” com tarefas que não nos levarão ao resultado pretendido, essa ocupação é um engano e sabemos disso. Quando pararmos de nos fazer de vítimas das circunstâncias externas e passarmos a ser responsáveis pelas nossas atitudes, começaremos a construir o que queremos.

“Muitas pessoas querem o substantivo sem fazer o verbo, elas querem o título sem o esforço do trabalho.”

Austin kleon

Não é fácil sair do marasmo total para a completa realização, identificar algumas premissas pode ajudar nesse processo para descobrir o que realmente importa. Esses itens podem e, certamente, irão mudar, de acordo com a sua fase de vida ou, qualquer outro aspecto que interfira nas tomadas de decisão e tenha importância para você. Precisamos viver de acordo com as nossas prioridades e não para dar conta de tudo a todo instante.

A vida é feita de escolhas e as escolhas que fazemos moldam tudo ao nosso redor, o problema ocorre quando as pessoas não entendem isso, desejam avidamente alcançar muitas coisas ao mesmo tempo e acabam deixando escapar oportunidades de crescimento e fechando portas para outras possibilidades. Nesse sentido, é melhor fazer poucas coisas com muito empenho do que muitas coisas pela metade.

Querer não é apenas poder, aqui a palavra poder tem a ver com a possibilidade de realização e, essa possibilidade só passa a existir a partir do momento que fazemos algo. Por mais que tenhamos sorte, precisamos estar preparados para quando a oportunidade aparecer. Devemos parar de simplesmente “querer fazer” as coisas para de fato começar a fazer aquilo que queremos!

Aprendendo a aprender

Talvez uma das habilidades mais inatas do ser humano é a capacidade de aprender. Já reparou que até, por volta dos dois anos, mais ou menos, as crianças tem um pico de crescimento muito maior do que em qualquer outra fase da vida? Não vamos falar sobre os motivos ou circunstâncias nas quais isso ocorre mas, a questão principal é a habilidade que as crianças tem de aprender algo unicamente por observação e repetição.

O desejo pelo aprendizado contínuo deve ser igual ao de uma criança…

Quando bebês não sabem falar mas de tanto observarem e estarem próximos às conversas, a fala dos pais, ao sotaque, ao idioma acabam incorporando esse conhecimento e a partir dali expande-se um mundo de possibilidades. Quando ainda não sabem andar, arriscam-se a equilibrar-se um pouco para saber o que se pode fazer ficando em pé, dão os primeiros passos se apoiando no sofá ou, em alguém, até se sentirem seguros para dar andarem sozinhos. Eles arriscam, acertam depois de várias tentativas e, melhoram pela repetição.

O ato de andar é o primeiro sinal de “emancipação” de um bebê, seguidos de uma bicicleta para as crianças e, um carro para os jovens. As crianças quando tentam andar sozinhas ou, falar, se arriscam a uma ação totalmente desconhecida por elas. Não conhecem a própria capacidade e por não conhecê-la de fato, não enxergam limitações, exploram, fazem experiências, criam estórias, aprendendo continuamente.

Em alguma fase da nossa vida, nós perdemos esse gosto pelo risco. O que não faz muito sentido, uma vez que temos mais potencial, condições, recursos, autoconhecimento de nossas capacidades e mesmo assim, nos vemos limitados ou, pior, acabamos nos limitando. Paramos de aprender coisas novas e ficamos repetindo o que já sabemos… Funciona, é verdade, mas isso é pouco. Talvez seja um pouco de aversão pelo julgamento alheio, receio de mostrar que não se sabe algo e se está, simplesmente, aprendendo. As crianças não tem essa percepção.

Quando estamos em nossos papéis na sociedade (trabalho, comunidade, família) nos cercamos de coisas que conhecemos e temos sob controle. Isso gera a conhecida zona de conforto. O aprendizado contínuo possibilita que aumentemos essa zona um pouco de cada vez. Aumentando-a nos colocamos sempre em movimento, passamos a ter domínio sobre mais ferramentas, desenvolvemos outras habilidades, criamos infinitas possibilidades e construímos outras relações.

“Busque sempre aprender, um pouco de cada vez. O aprendizado contínuo nos leva à perfeição. Fazer menos do que se pode é ir contra a natureza para a qual somos designados.”