Realize os seus desejos

Viver, dependendo do local onde se está, parece cada dia uma tarefa mais difícil. Estamos cercados de problemas dos mais variados tipos: sociais, financeiros, políticos, pessoais… E nessa imensidão de problemas, às vezes, não nos permitimos viver as coisas que desejamos para nós. É totalmente compreensível, chega uma hora que a gente cansa e não aguenta mais nadar contra a correnteza.

Neste cenário, eventualmente, acabamos nos deixando levar por sonhos e vontades de outras pessoas, podendo ser familiares, ou os chamados “influenciadores”. Buscamos conhecimento, queremos mudar nossa rotina, nossos hábitos e costumes de uma hora para outra, com muita empolgação, mas muitas vezes, sem a motivação necessária que nos faça permanecer nesse novo caminho. Compramos uma ideia mas, muitas vezes, não plantamos a semente da mudança dentro de nós.

Entenda, não digo que isso é ruim, mas precisamos ter a certeza de que essa é a mudança que queremos, ou se estamos apenas animados com uma possibilidade que nunca passou antes pelas nossas cabeças. O ponto de reflexão aqui, é a incorporação de uma vontade maior que nunca foi nossa. A partir daí, passamos a desejar objetivos e buscar metas para satisfazer uma vontade adquirida de terceiros, e não nossa de fato, entende?

Qual o problema disso? As consequências que virão serão responsabilidades nossas. Mudanças de objetivos, requerem mudanças de atitudes, de pensar, posicionamentos, comportamento e aos poucos, nos vemos cercado de obrigações para cumprir achando que isso nos levará onde desejamos. Na verdade, a gente precisa identificar em nós, o que nos faz bem e priorizar as atitudes, maneiras de pensar, planejar os objetivos para aumentar a nossa satisfação. Por mais difícil que possa parecer, funciona ;D

Não viva de sonhos, tenha capacidade própria de realizar todos os seus desejos.

E por que isso acontece? É aquela história: a grama do vizinho é mais verde. Desejar o que é do outro parece mais fácil e melhor. Parece que já vem pronto com tudo o que precisamos. É mais convidativo ao sentimento de euforia, alegria instantânea, nos dá sensações que nos fazem lembrar de como era quando jovens e libertos, é animador… Acredito que doses moderadas desse sentimento nos propicia um gás extra, além do necessário, pode provocar frustrações e arrependimentos.

Navegar é preciso

Navegar é preciso
Navegar é preciso! Sempre!

“Navegar é preciso, viver não é preciso”.

Certamente em algum momento da vida muitos já ouviram essa famosa frase dita inicialmente por Pompeu, que foi um general romano, aos marinheiros amedrontados em viajar durante as guerras existentes na época e, amplamente conhecida por Fernando Pessoa. Num primeiro momento é difícil entender o porquê do fato de viver não ser necessário já que simplesmente vivemos e buscamos viver cada vez mais.

O não entendimento é natural afinal, quando pequenos não temos a real noção da infinidade de possibilidades que a vida nos oferece, em todos os sentidos. Quando crescemos um pouco ficamos muito ocupados em querer ser o melhor de nós mesmos, buscando novas sensações e experiências muitas vezes sem compromisso, apenas pelo prazer instantâneo.

Ao chegarmos na melhor idade (vida adulta) compreendemos de imediato a importância e significado dessa frase. Navegar significa criar novas possibilidades, tornar grande a nossa existência, ir além de onde normalmente iríamos, conhecer pessoas influenciando-as a serem melhores e vice-versa. É fazer parte de algo maior que transcenda o tempo e sirva de inspiração para outras gerações, mesmo que para isso usemos tudo o que temos e o que somos.

Navegar possibilita ainda, de acordo com o navegante, apenas ir. Sem direção ou destino certo, aproveitar o caminho descoberto a cada momento, sentir o vento e o mundo em seu modo mais natural. Aos que preferem o planejamento, navegar permite pensar em situações diferentes que devido a rotina do dia a dia acabamos por fazer no “modo automático”.

Viver acabou se transformando em uma sequência de passos que executados de maneira satisfatória nos permite ter uma vida boa. Navegar é mais que isso! Permite-nos sair do mundo comum por um tempo, oferece novas possibilidades e desafios, liberdade, espaço para respirar, pegar um um fôlego e de fato conseguir navegar para cada vez mais longe.

Arrumar as malas

arrumar as malas
Arrumar as malas: leve somente o necessário

Arrumar as malas para viajar faz com que escolhamos nossas melhores roupas, fazemos as melhoras combinações, pensamos nas inúmeras possibilidades de passeio e oportunidades. Além disso, nos faz ser objetivos em nossa decisão. Precisamos pegar aquilo que será utilizado, aquilo que realmente importa. Mas será que estamos preparados para separar o que é importante para nós?

O processo de arrumar as malas está presente em nossas vidas desde o nascimento quando nossos pais antes de ir para a maternidade pegaram tudo (e até um pouco mais) e levaram consigo para receber o filho recém-nascido. A preocupação é grande, não se sabe ao certo o que pode ser utilizado, o que é importante e o que não é. Apenas se fez a mala contando que tudo ali seja suficiente.

Conforme os anos vão se passando, acumulamos coisas ao longo do caminho e vamos guardando em nossa mala. Em um determinado ponto o peso pode ficar insuportável, ficamos muitas vezes esperando que alguém possa nos ajudar a dividir esse fardo. Contar com esse auxílio é difícil pois, nesse ponto todas as outras pessoas tem a sua própria mala para carregar.

Se a mala fica muito pesada temos duas alternativas. Podemos pagar o preço pelo excesso de peso e ficamos com tudo o que queremos ou, podemos manter somente aquilo que de fato é importante. Mas como decidir entre tantas coisas importantes na vida? Arrumar as malas dá trabalho. É preciso dedicar um tempo para isso.

Uma alternativa é viajar de mochila, só tem vantagens. Não se paga por excesso de peso, se ficar muito pesada nem dá para carregar, cabe em qualquer lugar (do lado do sofá ao canto de um quarto), se houver extravio o dano é menor (afinal não tem tudo de importante mesmo), é fácil de arrumar e muito útil para passeios curtos. Quando somos pequenos, nossa mala é pequena. À medida que crescemos a quantidade de coisas que nos interessam e nos prendem vão aumentando. Cabe a nós decidir o que colocar e o que pode ser deixado de lado =)