Último dia

Todo dia é um último dia em determinada circunstância. Um dia há muito tempo, você saiu para brincar com os seus colegas de rua pela última vez e nem percebeu. Outro dia você falou com o seu melhor amigo e se despediu dando um tchau, como quem espera por outro reencontro… O último dia não necessariamente será algo ruim, pode ser um dia no qual você se sentirá livre após um relacionamento que só te fez mal, ou o último dia daquele dia que foi o seu casamento, certamente se lembra da festa e de toda alegria que havia naquele momento.

Todo dia é o último dia!

Nesse exato momento existem por aí diversos últimos dias. Alguns são bons e trarão de volta momentos únicos vividos, outros, no entanto, são de sofrimento e causam tristeza e dor – morte, separação, saída de um trabalho, mudança de cidade, último encontro, último abraço, último sorriso, uma última fotografia. Não adianta temer o último instante, esse tipo de acontecimento é inevitável, mas podemos nos preparar e fazer sempre o nosso melhor para que, quando aconteça, tenhamos força e condições de nos mantermos firmes.

Últimos dias às vezes simplesmente acontecem, sem aviso prévio, sem indicativo, sem nada que mostre que ele irá acontecer. Nesses casos, a dor é maior ainda. É uma dor que nos afunda e parece que vai imobilizar para sempre, ficamos sem forças para continuar, buscamos o silêncio de um quarto vazio, mas uma hora esse silêncio incomoda.

Faça um exercício e lembre dos seus últimos dias… Da última vez que você saiu com seus amigos e curtiram ao máximo sem preocupação alguma, da última vez que passeou por uma rua bonita em um lugar especial, da última vez que saiu para jantar fora com alguém que gosta, da última vez que convidou aquela pessoa que te fez tão bem para fugir no meio da noite apenas para ficarem juntos, da última vez que pôde aconselhar um amigo quando ele mais precisou, da última vez que conheceu alguém especial.

Você nunca saberá o valor de um momento até que ele se torne uma memória.

Esse acúmulo de últimos momentos, com o passar dos anos, tornam-se memórias que se eternizam nos corações dos envolvidos em determinada situação. Essa memórias podem trazer alegria e um sentimento de euforia lá na frente, quando eventualmente, esquecermos de quem já fomos um dia. Devemos criar boas memórias para nos mantermos são. As memórias ruins também têm sua utilidade, nos ensinam e nos fazem melhorar, sem elas não poderíamos acertar a cada tentativa, ficaríamos presos em um loop eterno de erros e mais erros, sem sair do lugar.

Não devemos esperar até a última oportunidade do último dia para resolver algum problema, com o tempo isso corrói e tira nossa paz, são dias perdidos. Nunca saberemos quando será nosso último instante – de qualquer tipo que seja – desde àquele que define a sua trajetória de vida, ou àquele que nos leva dela. Devemos saber aproveitar cada dia como se fosse o último, e buscar fazer a coisa certa como se fôssemos viver para sempre.

Seja importante

Tem um livro do professor Mário Sérgio Cortella chamado “Viver em paz para morrer em paz”, e lá ele faz um questionamento muito válido para todos nós, a pergunta é:

” – Se você não existisse, que falta faria?”

Quando a gente lê pela primeira vez, talvez a importância e profundidade dessa pergunta passem desapercebidos, mas à medida que os anos vão passando, os objetivos vão sendo alcançados, outros sendo definidos, prioridades e relacionamentos sendo revistos, a gente se dá conta que naturalmente pensamos dessa maneira, alguns passam a temer a morte, mas não nos preocupamos com a nossa importância na vida das pessoas, apenas com a nossa partida.

Importe-se com os outros e serás importante!

Morrer todo mundo vai, devemos priorizar as coisas que temos poder de decisão e ação direta. Precisamos perceber as coisas com as quais devemos gastar tempo: relações, ensinamentos que queremos passar aos nossos filhos, momentos alegres e de comemoração com pessoas próximas. Tudo isso acumulado ao longo dos anos gera lembranças e nos dá um sentimento de nostalgia de uma época em que, pelo menos naquele retrato do tempo, a felicidade existia.

Não devemos nos preocupar com nossa morte, mas sim com nossa importância. Quem é importante faz falta, fica sempre na memória e no coração, é incorporado e se eterniza junto àqueles que permanecem.

A palavra importante tem sua origem no Latim importans, de importare, “ser significante em”, originalmente “trazer para”, formado por in-, “em” + portare, “levar, carregar”. E como fazer para se tornar importante? A resposta é: importando-se com os outros, com as palavras ditas nos momentos difíceis, nos risos partilhados em momentos de alegria, nos ensinamentos passados adiante, no companheirismo e cuidados quando necessário.

À propósito, ser importante não é o mesmo que ser famoso. Existem pessoas importantes que não são famosas – trabalhadores, pais, mães, filhos, estudantes, assim como, existem pessoas famosas que não tem nenhuma importância para você. Isso é muito nítido nos dias de hoje com tanta exposição e compartilhamento de tudo a todo instante, muitas vezes, aplaudimos, idolatramos e ficamos cegos ao ponto de esquecer nossas relações pessoais e momentos que verdadeiramente agregam em nossas vidas.

E mais, não precisa estar junto a todo instante querendo preencher todos os momentos da vida das pessoas, olha o exagero. Tem pessoas que nos alegram com a sua ausência, outras só de lembrar do jeito, outras pessoas já estão mortas, mas não sabem disso, já não amam, não trabalham, não sentem que tem um propósito maior de vida, apenas passam pelos dias… É como já foi dito: “O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo.”

Aprende a viver bem, e bem saberás morrer.

confúcio

Se vamos morrer com toda a certeza, então vamos fazer a máximo possível para termos a vida dos nossos sonhos, sendo importantes para nós – num primeiro momento – e, em seguida, nos tornarmos importantes para aqueles que queremos bem. Existe vida mais fácil, vida melhor, vida mais rica, mas de nada adianta se não estivermos em paz conosco, não pudermos nos eternizar na vida das pessoas e, tomar uma taça de vinho no fim do dia. Sejamos importantes!

Banho de chuva

Banho de chuva é aquele desejo infantil que nunca é saciado. Quando crianças, desejamos a todo custo tomar um banho desses não é verdade? É aquele banho divertido, na rua com os amigos, correndo pra lá e pra cá, sem preocupação alguma. É o banho que alivia, e nos faz rir mesmo sem motivo, é um banho raro e difícil de ser tomado, mas quando aparece a oportunidade todos os nossos esforços se direcionam para aquele momento.

A vida é curta demais para não se tomar um banho de chuva!

Ao longo dos anos seguintes ao da nossa infância, esses banhos vão se tornando cada vez mais raros, ficamos mais cautelosos e passamos a ter medo da água que vem dos céus. Quando fica muito tempo sem chover, carrega para baixo partículas de sujeiras que flutuam no ar, quando o tempo está frio, podemos pegar um resfriado, ou uma gripe, e assim vai. Problemas e obstáculos aparecem nos impedindo de sorrir. Para as crianças um banho de chuva nunca é visto como algo ruim.

Devemos ter cuidado para não carregar esse sentimento a toda e qualquer situação de nossas vidas. Preocupações, dificuldades, tristezas, chateações sempre vão existir, e muitas vezes para aqueles problemas que parecem não ter solução, só precisamos dar um tempo, esfriar a cabeça, clarear as ideias, brincar um pouco, sentir a chuva cair sobre nossas cabeças, levar com ela as angústias e disfarçar nossas lágrimas.

Um banho de chuva levanta lama do chão, suja a roupa por completo, ensopa os sapatos. “Sapatos?” – Não! Banho de chuva se toma descalço, com os pés no chão, sentindo o cheiro de mato, cabelo bagunçado, corridas alegres, quedas e escorregões, com felicidade e risos espontâneos. Ao mesmo tempo que o banho de chuva lava a alma, tem a capacidade de regar bons pensamentos. Melhor que um banho de chuva – talvez – só um banho de cachoeira!

“Um banho de chuva pode ser mais eficaz do que anos de terapia “

Caroline Olias

Crescer nos tira muito mais do que possamos imaginar, vamos nos distanciando de quem nos protege, nos coloca em situações com as quais não sabemos lidar, nos desafia a sermos pessoas melhores quando nem sempre queremos, ou não temos forças para ser. Uma das poucas coisas que nos liga às lembranças do início de nossas vidas é um banho de chuva. Liberte a criança que existe em você, um banho de chuva pode ser mais eficaz do que anos de terapia!

Gostaria

Gostaria vem do verbo gostar, do latim gustãre (tomar o gosto a). Outra informação importante a cerca desse verbo é que ele se encontra no futuro do pretérito do indicativo, ou seja, refere-se a um fato que poderia ter acontecido posteriormente a uma situação passada. Existem ainda, outras possibilidades de uso mas, essa é a que mais gosto. Deixa bem claro que se refere a algo que por algum motivo não aconteceu.

É engraçado perceber como aos poucos vamos acumulando muitos futuros do pretérito ao longo de nossa vida. Muitos desejos, vontades, e objetivos vão sendo deixados para trás por algum motivo qualquer, ou força maior. “Eu gostaria de viajar para Paris”, “Eu gostaria de trabalhar com outra coisa”, “Eu faria tudo diferente se pudesse”, e assim, pouco a pouco, vamos nos cercando de “ias” quando na verdade deveríamos fazer o esforço necessário para acumular futuros do presente – algo que, com certeza irá acontecer ;D

Troquemos o gostaria por gostarei!

Vontades, serão sempre vontades. Até surgir a coragem!

zenilde lima

Isso tem muito a ver com a percepção que cada pessoa tem daquilo que importa para si. Alinhar os esforços para uma direção, com os objetivos claros em mente talvez seja o melhor caminho para alcançar o que se deseja. Não adianta querer abraçar o mundo com as pernas, não dá! Inicialmente, devemos nos limitar a fazer o que está a nosso alcance com aquilo que possuímos, só depois estaremos prontos para fazer algo que realmente queremos.

Imagine alguém que gostaria de pular de paraquedas. A pessoa fica com esse desejo em mente, e sempre que vê um paraquedista imagina a sensação, a adrenalina dos segundos antes do pulo, e pensando no dia que vai pular. Mas… simplesmente não o faz, por algum motivo que desconheça ou, talvez, essa vontade não esteja entre as suas prioridades para realização. Saber identificar as coisas que não são prioritárias para nós, ajuda e muito na decisão de que rumo vamos seguir.

A nossa vida é uma luta constante entre a realização daquilo que queremos versus a não realização – e compreensão – daquilo que achávamos que gostaríamos de fazer em determinado momento. Existem dias que nossos desejos e vontades são maiores do que nossas necessidades, e conciliar nossas vontades com nossas prioridades é de suma importância para um equilíbrio saudável.

Aquele que não tem a coragem necessária para fazer, apenas aprecia o momento, não o vive por completo!

Distribuição Normal

Na área da matemática e da estatística, a distribuição normal é uma das distribuições mais utilizadas para modelar fenômenos naturais. Isso se deve ao fato de que um grande número desses fenômenos apresenta sua distribuição de probabilidade tão proximamente normal. Falando em termos matemáticos, consiste em uma distribuição de probabilidade absolutamente contínua parametrizada pela sua esperança matemática e desvio padrão. Difícil?

Quando sabemos usar as variáveis corretas, tudo fica mais fácil

Talvez o conceito formal seja um pouco complicado de entender mas, vamos imaginar que você esteja respondendo a uma pesquisa para descobrir a média de altura dos brasileiros. Haverá diversas respostas e, pessoas com diferentes alturas, não é verdade? Mas ao final, será possível determinar um intervalo no qual haverá uma maior quantidade de alturas respondidas, provavelmente bem no meio das faixas de valores apresentados. Essa ideia pode ser melhor visualizada utilizando um tabuleiro de Galton.

Por mais que algumas pessoas façam o que for necessário para buscar uma melhoria de vida, realizar algum projeto grandioso, alcançar um objetivo que parece impossível, muitas caíram na “normalidade”. Não que não seja possível fazer tudo o que se deseja mas, a verdade é que para alguns isso é mais difícil. Precisam de mais esforço, mais dedicação, mais comprometimento e mais resiliência para não se deixar abater diante das situações adversas que aparecem pelo caminho e, isso deixa o resultado mais recompensante do que era inicialmente.

Com mais empenho empregado para estudo e realização de algo, passamos a tomar decisões melhores e, com isso, parece que a sorte começa a sorrir pra gente. Passamos a pensar diferente, priorizar objetivos que realmente agreguem ao nosso perfil comportamental e, como consequência, conseguimos refletir esse esforço àqueles que estão ao nosso redor. De certa maneira, as decisões que tomamos e conquistas que alcançamos hoje, passam para os que virão depois de nós.

Somos um acúmulo de cultura, relações, educação e até mesmo, do patrimônio de gerações anteriores a nossa. Essas variáveis devem ser utilizadas da melhor maneira possível para que possamos realizar mais do que aparentemente podemos e, mesmo que sejamos privados de qualquer possibilidade – por fatores governamentais, crises econômicas, corrupção, falta de segurança, educação, etc – precisamos fazer o esforço necessário a fim de melhorar as nossas chances de sucesso, e assim, sairmos do comum.

Gerenciamento de risco

Gerenciamento de risco é um planejamento seguido por aqueles que fazem day trade. Basicamente, consiste em estabelecer um plano com adoção das melhores práticas a fim de minimizar as perdas que ocasionalmente ocorrem quando se faz esse tipo de operação. Um plano adequado não serve apenas para proteger durante um dia específico mas, te mantém vivo dentro do mercado financeiro no longo prazo, evita que a pessoa quebre a banca, permite uma melhor gestão do que está sendo feito, dos limites aceitáveis e dos objetivos pretendidos.

O risco sempre existe, só precisamos estar preparados e ele nos fará crescer!

Você já se perguntou “Qual é o seu gerenciamento de risco?” Aposto que muitos não o fazem, afinal, ninguém gosta de pensar nos riscos de alguma coisa acontecer, não é verdade? Mas vamos lá: Se ocorrer um acidente e algum bem material seu tiver sido avariado, você terá condições de se recuperar adequadamente? Se você trabalha em uma empresa e sofre demissão, digamos, em virtude de uma pandemia global, você está preparado para ficar um tempo sem renda certa? Tem alguma outra forma de ganho? Tem outra habilidade que saiba executar bem? Ou ainda, alguma ideia que queira colocar em prática?

“Cada sonho que você deixa pra trás, é um pedaço do seu futuro que deixa de existir”

steve jobs

Pois é, por mais que não pensemos nos riscos de algo acontecer, eventualmente, eles acontecem e, estatisticamente, com uma certa frequência. Quem estiver mais preparado sairá em vantagem. Nesse link, tem um exemplo perfeito de como uma situação adversa necessita de uma reação diferenciada (Uma família que usou o auxílio emergencial para empreender e, adivinhem? Está dando certo). Quanto mais considerarmos a existência do risco em nossa vida, mais podemos aproveitá-la em sua plenitude. O risco não limita, ele é uma probabilidade, devemos usar ao nosso favor.

O gerenciamento de risco serve para criar uma proteção contra tudo e qualquer possibilidade de perda que eventualmente acontece. Além disso, nos protege contra nossos próprios erros, esses são os mais desastrosos. Quando cometemos erros atrás de erros, somos direcionados para caminhos dos quais é difícil retornar. Dessa maneira, é importante termos a nossa vida sob controle e isso inclui fazer um planejamento adequado considerando a existência de riscos.

Devemos sempre buscar nos proteger de atitudes e comportamentos que vão contra àquilo que desejamos para nós. Por exemplo, se desejamos ganhar (em qualquer aspecto da vida), precisamos minimizar as probabilidades e diminuir os impactos que eventos negativos podem nos causar. Isso inclui preparação, estudo e o desenvolvimento de habilidades que nos façam aumentar o nosso leque de recursos para agir em situações adversas, só assim poderemos analisar adequadamente as variáveis e tomar a melhor decisão.

Comemoração

O ato de comemorar, geralmente, remete a um evento externo de grande importância para nós ou, alguém que está próximo da gente. A palavra comemorar tem sua origem no latim commemorare e significa celebrar, fazer uma cerimônia festiva para enaltecer um fato. Comemoramos diversos eventos, tais como: reveillon e natal. Reunimos familiares e amigos, relembramos o que passou e fazemos planos para um novo ciclo de conquistas e promessas. Vale até mesmo comemorar sozinho, e se não há motivos para comemorar, procure-os!

O que muitas vezes deixamos passar são as pequenas conquistas do dia a dia. Aquelas ideias que tiramos do papel e começamos a colocar em prática, a felicidade pela conquista de uma nova colocação no mercado de trabalho, a finalização de um projeto importante que nos tomou tempo, uma melhoria que fizemos em nossas casas, em nossa personalidade, em nossa vida… Essas pequenas conquistas necessitam de uma comemoração, pois, são igualmente importantes e representam etapas vencidas.

Comemorar significa também reconhecimento e lembrança de tudo o que passou e, sobretudo, remete a um sentimento de gratidão. Em algumas civilizações antigas, existia a prática de sacrifícios aos deuses para agradecer pelas conquistas alcançadas, pedir que houvesse mais prosperidade nos anos seguintes nas plantações e, esse ritual era comumente seguido de celebrações onde todos participavam com o intuito de partilhar, beber, festejar.

Se não há motivos para comemorar, procure-os!

Não podemos deixar nossas pequenas conquistas passarem desapercebidas, precisamos comemorá-las de acordo com a importância que representam em nossas vidas. Se nós não exercitamos a gratidão nas pequenas coisas, certamente, em coisas grandiosas também não o faremos. A incerteza que temos do amanhã deveria ser um motivo para não adiar a comemoração com vigor de momentos únicos, só assim garantimos que essas lembranças ficarão para sempre em nossas mentes.

Para comemorar não é preciso de um evento grandioso, apenas o reconhecimento daquele momento em especial! Compre um presente para si próprio, faça um passeio diferente, prepare um almoço legal e compre um bom vinho, compartilhe aquele momento com os mais próximos, planeje outras metas para alcançar, transfira um pouco de sua alegria para os demais. Por fim, quando foi a última vez que você comemorou e se sentiu agradecido por algo?

Risco

Quando ouvimos a palavra risco, de imediato, associamos a alguma coisa ruim. Por exemplo, risco de ser assaltado, risco de morte, risco de perder dinheiro, etc. Por definição, o significado da palavra risco está ligado à probabilidade de alguma coisa acontecer, seja ela boa ou ruim. Nós que por algum motivo de autopreservação, medo do desconhecido ou, medo de errar, relacionamos apenas a perigo iminente, ameça.

Arrisque-se e terás a chance de ganhar!

Essa ideia é totalmente aceitável uma vez que o desconhecido nos desperta o cuidado, faz com que redobremos nossa atenção para situações em apresentem algum tipo de risco, como andar por uma rua desconhecida à noite. Embora em outros momentos, nos arriscamos em situações nas quais o risco também está presente, como ir para uma balada, beber apenas duas cervejas e, em seguida, dirigir. São situações diferentes que envolvem risco, porém, temos comportamentos diferentes, por que será!?

Dando ênfase ao significado da palavra, podemos simplesmente associar risco às chances que nos aparecem quando nos dispomos a fazer além do que podemos. Quais são as chances que temos de ficar rico? Se apostarmos na mega sena é de 1 em 50 milhões. Se você nunca jogou, suas chances são 100% menor do que alguém que joga, ou seja, se não fizermos nada para nos expormos às chances que nos aparecem, diminuímos nossas probabilidades de obter sucesso.

E assim acontece em qualquer aspecto de nossas vidas, no trabalho, nos projetos que não realizamos, nos sonhos que deixamos anotados em algum pedaço de papel, nas relações que mereciam mais de nós. Quando não fazemos o que é preciso para chegar onde desejamos, corremos o risco de conseguir justamente isso, nada. Mas existe também a possibilidade de tudo dar certo.

Assumir riscos nos permite descartar alternativas que estão em nossa mente e que de alguma forma seriam oportunidades perdidas se nada fizéssemos. Correr riscos significa entrar no jogo e estar disposto a perder um pouco para obter um ganho muito maior, nada vem de graça e é preciso estar disposto a sentir medo, assumir riscos, perder e tentar novamente para alcançar nossos objetivos.

“É necessário correr riscos, seguir alguns caminhos e abandonar outros. Ninguém é capaz de escolher sem medo”

Paulo coelho

Bonsai

Bonsai são árvores em miniaturas que são cultivadas em um vaso e, o seu significado remete justamente a isso “cultivado, plantado em bandeja ou vaso”. Esses tipos de árvores necessitam de uma atenção a mais, por não estarem com suas raízes na terra, precisam de nutrientes com mais frequência, podas regulares para estimular o crescimento e, à medida que crescem é preciso transplantá-las para um vaso maior.

bonsai
bonsai

Ao contrário do que muitos pensam, bonsai não é o nome da árvore, e sim, a técnica que tem por objetivo miniaturizar uma árvore, preservando todas as suas características, tais como: aspectos de folhagem, frutificação, entre outros. Embora fique realmente muito bonita, está condicionada a crescer sob cuidados excessivos, produzindo frutos pequenos, não servirá de sombra a quem procura um descanso e, não promoverá o pouso de pássaros em busca de alimentos o que permitiria espalhar as sementes por ai.

Todos nós temos condições de nos tornamos árvores mas, para que isso dê certo é preciso contar com pessoas que nos façam crescer, nos alimentem de coisas boas e nos permitam criar raízes diretamente no solo e, não em vasos, para que fiquemos cada vez mais fortes e resistentes às adversidades que nos são colocadas durante o percorrer da vida.

Uma árvore com raízes fortes pode sobreviver a uma tempestade, um bonsai seria levado por ela.

Não deixemos que nos limitem, em qualquer aspecto que seja, pessoal, profissional ou, social. A limitação é como o vaso da árvore miniaturizada pela técnica bonsai. Ao mesmo tempo que ele a protege e envolve com a terra necessária para o seu cultivo e permite carregá-la para onde quer que seja, também impede o seu desenvolvimento em sua plenitude. Se não formos plantados no solo, para que nossas raízes cresçam, nosso tronco se enrijeça e nossos galhos frutifiquem, seremos iguais a um bonsai, existimos, mas apenas como decoração.

Autossabotagem

Autossabotagem pode ser definida como a criação de obstáculos e dificuldades – de forma consciente ou não – que nos atrapalham na hora de realizar tarefas ou conquistar objetivos. Muitas vezes fracassamos em nossas atividades profissionais, pessoais e até mesmo de negócios não por ignorância ou incompetência, mas para realizar um desejo inconsciente de fracassar e contínuo por uma satisfação corretiva.

Autossabotagem é como abrir a porta do carro numa via expressa com tráfego intenso

Em alguns casos, essa autossabotagem acontece de maneira natural, totalmente inconsciente ou, falta de experiência. Nesse caso, a falha faz parte do processo de aprendizado. Por outro lado, existem ações feitas de forma consciente que achamos que fazem parte de nossas características individuais, essas são as mais difíceis de perceber. É aquela velha história de quando alguém diz que tem “temperamento forte” e, na verdade é apenas falta de educação mesmo.

Outro fator que pode contribuir para a nossa autodestruição tem a ver com a bagagem mental que carregamos desde a infância. Isso pode impedir o sucesso de uma pessoa muito mais do que ela imagina. Precisamos identificar esses pontos fracos que nos fazem perder oportunidades, extrapolar nossos limites e, arriscar mais do que podemos suportar.

Autossabotagem nos faz errar em coisas simples

A maioria das pessoas passa a vida inteira cometendo os mesmos erros, algumas chegam aos 60 fazendo as mesmas burrices que faziam quando eram jovens e invencíveis de 20 anos. Por exemplo, na segunda-feira reclamam do trabalho, de acordar cedo, da rotina, de tudo… e se dispõem a viver da mesma maneira continuamente se contentando com o que é possível fazer, esperando por uma satisfação momentânea, ou seja, sabotam o próprio futuro em detrimento da conformidade com o presente.

Outras pessoas estruturam a vida para serem bem-sucedidas numa área, enquanto desenvolvem conflitos internos em outras, o desequilíbrio é até certo ponto saudável. Poucas pessoas amadurecem e superam seus problemas, por mais difíceis que eles sejam. Quem não aprende com o passado está condenado a repetir os mesmos erros no futuro.