Vencedor

Qual é a percepção de vencedor que temos em nossa mente? Talvez a de uma pessoa bem sucedida na vida, mas ai vem outra questão: O que é ser bem sucedido hoje em dia? Ah, ter muito dinheiro, uma boa carreira, ter liberdade para poder fazer o que quiser quando quiser, alguns podem pensar de imediato. Mas, uma pessoa pode ser rica e, ter uma série de outros problemas que ficam disfarçados em virtude de um fator estar mais exposto que os demais.

Não é sobre chegar primeiro, e sim, superar nossos próprios limites

Para vencer na vida, é preciso antes de tudo entender que consiste em uma competição individual, é só você contra você mesmo! Não tem razão comparar a sua vida com a de quem quer que seja. Claro, que no meio do caminho existem diversos fatores que podem contribuir, ou dificultar o progresso – sorte, QI, educação, condições adequadas, boa estrutura familiar, boas referências, meio em que vive, etc – mesmo com tudo isso à disposição, compete unicamente ao indivíduo a decisão de fazer dar certo ou não.

Além disso, não precisamos sair vitoriosos de todas as batalhas para vencermos uma guerra, mas cada derrota deve servir de aprendizado e incentivo para que na próxima vez tenhamos chances maiores de ganhar. O vencedor é aquele que não desiste na primeira adversidade, ou na segunda que seja, é aquele que consegue persistir mesmo com todas as dificuldades impostas propositalmente ou, inesperadas da vida. Um pai de família que consegue com muito esforço criar seus filhos e, estes, tornarem-se bem sucedidos, é um vencedor de marca maior com toda a certeza!

“Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso você precisa ver o que não está visível”

a arte da guerra

Muitas vezes, temos em mente que o vencedor coleciona apenas vitórias, quando na verdade isso é só a parte visível de todo o processo pelo qual passou para estar ali. Esse processo é composto por estudos, renúncias, perdas, práticas, tentativas, mudanças e tudo o que pode interferir, ou ajudar em seu crescimento. Todos podemos ser vencedores em algum aspecto. A competição coletiva deve ser utilizada para agregar e não para destruir. Conquistas não são para serem comparadas, são para serem admiradas e utilizadas como incetivo para que cada um seja vencedor a seu modo.

Pressa

Pressa, pressa, pressa… Definitivamente, vivemos em um mundo onde a necessidade para tudo parece ser para ontem. Estamos ficando cada vez mais ansiosos por resultados, realizações e conquistas pessoais, subir de degrau na vida, desejos que nem sabemos ao certo se queremos realizar mas, o imediatismo, a exposição exacerbada da vida e, a possibilidade infinita de opções nos traz a falsa sensação que precisamos fazer, mas nem sempre é verdade.

A pressa, muitas vezes, pode tirar a beleza do momento.

Uma frase que eu acho muito legal é: “Não compare os seus bastidores com o palco de outra pessoa”. Quem olha de fora, desconhece todo o processo pelo qual alguém passou para chegar onde está agora. E o que de fato importa não é o resultado em si, mas o processo feito para alcançá-lo. Uma vez que tudo é feito como se deve, os resultados tendem a aparecer naturalmente, como consequência de todo esforço empregado.

Ai que mora o problema… Estamos em um ritmo onde tudo muda a todo instante. em todos os aspectos. Passamos por diversas mudanças: climáticas, políticas, econômicas, sociais e individuais. O processo para criação e usufruto de algo está sendo substituído por momentos líquidos e sem pertencimento a algo mais profundo. Por exemplo, antigamente, nossos pais trabalhavam durante a vida toda para usufruir de uma aposentadoria e aproveitar a “melhor idade”, hoje, queremos aproveitar ao máximo o agora sem importar tanto com o futuro.

Não é uma comparação sobre qual atitude é melhor, afinal, são outros tempos…

Para se formar um bebê demora nove longos meses e, depois desse tempo, ainda tem todo um trabalho de acompanhamento, cuidados e, educação para que ele tenha condições de se tornar uma boa pessoa – não existe garantia de nada. Coisas boas levam tempo para acontecer porque precisam justamente de tempo para amadurecer, criar raízes, vínculos fortes o suficiente para garantir proteção, reconhecimento do ambiente e internalizar ideias para que deixem de ser vontade e passem a fazer parte de um propósito.

A vida não é uma corrida de 100 metros onde precisamos empregar todas as nossas forças para chegar mais rápido até o pódio. E, dificilmente, o vencedor consegue correr logo em seguida. A vida está mais para uma maratona e, assim como Fidípedes que morreu após concluir a distância do campo de batalha de Maratona até a cidade de Atenas para informar sobre a vitória contra os persas, todos nós iremos… Essa corrida porém, é a única coisa na qual ninguém tem pressa em realizar.

Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo

josé saramago

Distribuição Normal

Na área da matemática e da estatística, a distribuição normal é uma das distribuições mais utilizadas para modelar fenômenos naturais. Isso se deve ao fato de que um grande número desses fenômenos apresenta sua distribuição de probabilidade tão proximamente normal. Falando em termos matemáticos, consiste em uma distribuição de probabilidade absolutamente contínua parametrizada pela sua esperança matemática e desvio padrão. Difícil?

Quando sabemos usar as variáveis corretas, tudo fica mais fácil

Talvez o conceito formal seja um pouco complicado de entender mas, vamos imaginar que você esteja respondendo a uma pesquisa para descobrir a média de altura dos brasileiros. Haverá diversas respostas e, pessoas com diferentes alturas, não é verdade? Mas ao final, será possível determinar um intervalo no qual haverá uma maior quantidade de alturas respondidas, provavelmente bem no meio das faixas de valores apresentados. Essa ideia pode ser melhor visualizada utilizando um tabuleiro de Galton.

Por mais que algumas pessoas façam o que for necessário para buscar uma melhoria de vida, realizar algum projeto grandioso, alcançar um objetivo que parece impossível, muitas caíram na “normalidade”. Não que não seja possível fazer tudo o que se deseja mas, a verdade é que para alguns isso é mais difícil. Precisam de mais esforço, mais dedicação, mais comprometimento e mais resiliência para não se deixar abater diante das situações adversas que aparecem pelo caminho e, isso deixa o resultado mais recompensante do que era inicialmente.

Com mais empenho empregado para estudo e realização de algo, passamos a tomar decisões melhores e, com isso, parece que a sorte começa a sorrir pra gente. Passamos a pensar diferente, priorizar objetivos que realmente agreguem ao nosso perfil comportamental e, como consequência, conseguimos refletir esse esforço àqueles que estão ao nosso redor. De certa maneira, as decisões que tomamos e conquistas que alcançamos hoje, passam para os que virão depois de nós.

Somos um acúmulo de cultura, relações, educação e até mesmo, do patrimônio de gerações anteriores a nossa. Essas variáveis devem ser utilizadas da melhor maneira possível para que possamos realizar mais do que aparentemente podemos e, mesmo que sejamos privados de qualquer possibilidade – por fatores governamentais, crises econômicas, corrupção, falta de segurança, educação, etc – precisamos fazer o esforço necessário a fim de melhorar as nossas chances de sucesso, e assim, sairmos do comum.

Tic Tac

A cada manhã, somos agraciados com algo que é capaz de possibilitar uma grande quantidade de opções a cada um, o tempo. Entre tantas coisas que nos diferem enquanto pessoas, uma outra que podemos considerar é a maneira como cada um o utiliza, mais precisamente 86400 segundos. Apesar de ser totalmente neutro, parece que para uns o tempo passa mais rápido do que para outros, beneficia alguns e prejudica os demais. Será que é assim mesmo?

Diversos tempos reunidos em um mesmo instante

A capacidade humana de evoluir e se adaptar, o aprendizado necessário para que possamos crescer e fazer coisas novas, a maturidade para uma correta tomada de decisão diante de situações inesperadas, a confiança, a cura, o perdão… levam tempo para acontecer e levamos mais tempo ainda para compreender. Em oposição a nossa vontade natural de correr, o tempo parece simplesmente caminhar a passos lentos e despretensiosos, mas arrasta consigo quem não o leva em consideração.

A percepção de passagem do tempo fica mais rápida à medida que ele passa por nós. Por exemplo, quando somos um bebê de 2 anos de idade, 1 ano representa cinquenta por cento das nossas vidas, correto? Assim, conforme os anos passam, cada vez mais o mesmo período de tempo passa a representar uma quantia cada vez menor. Essa é uma explicação possível para aquele pensamento: “- Nossa, como o ano passou rápido!”. Não foi o ano que passou rápido, ele só representa um pouco menos do que antes.

Relacionando a passagem do tempo com a importância que damos a ele, entramos em uma relação inversa, ou seja, quanto menos ele representa diante do todo, mais queremos que ele seja importante. Acompanhamos o crescimento dos nossos filhos desde o início e, sempre falamos: “- Nossa, parece que foi ontem…”. E é verdade, a pouca representatividade de tamanho que o tempo vai adquirindo, influencia a nossa percepção da distância entre os acontecimentos.

O tempo passa para todos, mas não é igual para ninguém!

JP CASTRO

Não podemos simplesmente ignorar a ação do tempo em nossas vidas e, se assim o fizermos, ficaremos presos em um momento que já não existe mais, tudo passa e o tempo sabe bem disso. As pessoas dão valor diferente ao tempo que possuem, gastam como bem entendem e, mesmo não sendo possível medir de forma justa, ele é soberano. Não devemos desperdiçá-lo em vão, afinal, não teremos tempo para realizar todos os nossos projetos ou, dizer tudo a quem desejamos. A decisão sobre o proveito é individual, mas não se demore muito aqui, o tempo pode te levar pra longe depressa.

Quebrar a banca

Quebrar a banca é uma expressão utilizada por aqueles que fazem day trade e significa perder todo o dinheiro reservado para esse tipo de operação. Existem alguns motivos que levam uma pessoa a perder tudo o que tem fazendo isso: falta de gerenciamento das operações, não respeitar o limite de perda diária, cometer os mesmos erros dia após dia, falta de controle emocional, falta de estudo prévio, não seguir o plano de trade definido e, por ai vai. Saber identificar a causa é importante para se buscar a evolução enquanto trader.

Não deve ser uma sensação muito boa perder tudo aquilo que se tem, mas quando isso acontece a pessoa tem duas alternativas – quase tudo na vida se resume a duas alternativas – desistir ou, aprender com os erros. Pode parecer uma decisão óbvia pra muita gente optar por tentar novamente, mas o aprendizado e paciência necessária estão cada vez mais escassos hoje em dia. Estamos nos tornando imediatistas a ponto de não termos respeito nem mesmo com nossas próprias limitações e velocidade que cada pessoa tem para aprender alguma coisa.

Desistir após uma perda é uma opção, só que talvez não seja a melhor!

Em nossas vidas, quando passamos por alguma “perda total” – financeira, relacionamento, profissional – precisamos avaliar o que realmente aconteceu para que tenhamos o discernimento adequado para tomar a melhor decisão. Às vezes, o excesso de competição e comparação nos leva a caminhos que não queremos e não se encaixam em nosso perfil comportamental. Acabamos levando em consideração tanto a opinião dos outros sobre a nossa que nos vemos presos em uma situação que nunca temos o devido controle.

As perdas acontecem querendo ou não, só o que podemos fazer é utilizá-las para aprendizado. Não adianta perder tempo com coisas que não interessam, isso pode fazer com que deixemos de descobrir algo interessante sobre nós e sobre aquilo que realmente queremos. A perda traz vários sentimentos consigo que nos impedem de progredir causando dúvidas e medo diante de outras situações importantes que nada tem a ver com o que passou. A redenção é possível para aqueles que se dedicam!

Perder-se também é caminho

clarice lispector

Não somos ensinados a saber perder, desde criança ouvimos que temos que fazer certas coisas para ganharmos na vida, mas até lá, perdas aparecerão no meio do caminho. Muitas pessoas dizem: “- Perder não faz parte do meu vocabulário”, mas é mentira. A vida não é uma linha contínua ascendente rumo ao céu, está mais para uma montanha russa, com altos e baixos, sobre os quais todos passamos em momentos diferentes e com percepções diferentes sobre um mesmo ponto.

Mudança

Mudança é um processo frequente em nossas vidas, pelo menos deveria ser. Apesar de que em certos momentos ela parece ficar estagnada e simplesmente não apresentar nenhum sinal de alteração ou, modificação minima que seja em nosso cotidiano. Faça um esforço e tente lembrar de você na adolescência ou, há uns 10 anos, das palavras ditas que talvez hoje, não diria mais, dos desentendimentos decorrentes de momentos de estresse e, dos desejos deixados de lado.

Certamente, algo mudou em você do passado até hoje. Fazendo esse jogo mental conseguimos visualizar o quanto nós mudamos e o quanto, ao mesmo tempo, permanecemos os mesmos, mas em uma versão melhorada (se não está em sua melhor versão, reveja seus conceitos). Afinal, temos mais experiência, novas percepções sobre as coisas, aprendemos a lidar com situações desagradáveis, entre outras características e ensinamentos que começam a fazer parte de nós enquanto pessoas.

Toda mudança é resultado de um processo iniciado a partir de um gatilho que então abre um leque de possibilidades – desconhecidas – para quem sofre a mudança. Quanto antes entendermos que mudar faz parte da nossa essência enquanto ser humano, mais estaremos aptos a evoluir em todos os sentidos. Adaptações são necessárias para que possamos superar dificuldades e, alcançar novos objetivos. É aquela velha história, não dá pra esperar resultados diferentes fazendo as mesmas coisas.

A única coisa que não muda é que tudo muda…

heráclito

Tudo ao nosso redor está em movimento a todo instante, é um ciclo de transformações. Nas palavras de Lavoisier (1743-1794), famoso químico francês e considerado pai da química moderna, “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, ou seja, tudo muda. Os filhos crescem cada vez mais rápido, o trabalho ocupa cada vez mais o nosso tempo e de diferentes maneiras, buscamos continuamente satisfação pessoal quando na verdade não temos sequer um objetivo claro e bem definido, conhecemos pessoas e nos despedimos de outras.

Mudar exige um planejamento adequado para que o novo seja encarado em condições suficientes de adaptação. A falta de um planejamento, porém, não indica fracasso nesse processo mas, é importante que a pessoa esteja preparada quando a mudança ocorre de maneira inesperada. Devemos nos dispor a encarar o novo, estarmos abertos a novas possibilidades e, caso necessário, ajustar o plano para chegar ao destino. Não é porque o barco saiu do porto com uma rota traçada que não se possa aventurar pelo caminho.

Potencial

Por definição, potencial é algo “relativo à potência, suscetível de existir ou acontecer, mas sem existência real, virtual.” Geralmente associamos essa palavra à grandiosidade de coisas que uma pessoa pode fazer, não é verdade? Mas, do mesmo modo, é possível pensar em potencial como algo nosso que fica ali no canto, meio que deixado de lado, sem de fato ter uma existência real em nossas vidas.

O nosso potencial precisa estar sempre em desenvolvimento.

Toda pessoa nasce com um potencial e, para desenvolvê-lo é preciso dispor de ferramentas, condições e experiências que favoreçam a utilização de suas habilidades para solucionar problemas, imaginar situações e, ir além do que se pode. Uma pessoa que não desenvolve seus potenciais é como um animal que nasceu em cativeiro. Não tem condições de voltar a viver livre na natureza, perde o instinto pela caça ou, não sabe se relacionar com outros animais da mesma espécie, está limitado ao ambiente que está inserido.

As potencialidades quando exercidas ativamente promovem além de tudo um crescimento individual, faz com que a pessoa se abra para novas oportunidades e modos de pensar, busque por relações saudáveis e que agregam ao seu estilo comportamental. Pode parecer simples mas, observe as pessoas bem sucedidas ao redor, todas elas se esforçam ao ponto máximo que conseguem até extrapolar e, nessa ruptura de “zona”, elas deixam de ser um potencial sucesso para de fato sê-lo em toda a sua plenitude.

É cansativo se tornar ou, buscar aquilo que se deseja. Nesse processo vão-se horas de aprendizado, tentativas frustadas, perdas recorrentes, mais tentativas frustadas, pensamentos negativos, comentários contrários. E, mesmo diante de várias dificuldades e justificativas para cessar, o que difere as pessoas é uma decisão. Histórias de sucesso e superação existem ao monte, todas tem algo em comum: o esforço empregado continuamente diante de um problema ou, para alcançar um desejo pessoal.

Todos têm um potencial dentro de si, porém, poucos o tornam realidade

autor desconhecido

O potencial que existe em cada um de nós precisa ser exercido e praticado ao limite, cada um a sua própria maneira e condições possíveis. Claramente, não se trata de uma opção viável a maioria, será mesmo? Devemos parar de pensar que não somos bom o suficiente para fazer alguma coisa. Uma vez que decidimos pelo caminho do desenvolvimento o maior beneficiado somos nós próprios, deixaremos de ser potenciais para nos tornar de fato o resultado que buscamos.

Gerenciamento de risco

Gerenciamento de risco é um planejamento seguido por aqueles que fazem day trade. Basicamente, consiste em estabelecer um plano com adoção das melhores práticas a fim de minimizar as perdas que ocasionalmente ocorrem quando se faz esse tipo de operação. Um plano adequado não serve apenas para proteger durante um dia específico mas, te mantém vivo dentro do mercado financeiro no longo prazo, evita que a pessoa quebre a banca, permite uma melhor gestão do que está sendo feito, dos limites aceitáveis e dos objetivos pretendidos.

O risco sempre existe, só precisamos estar preparados e ele nos fará crescer!

Você já se perguntou “Qual é o seu gerenciamento de risco?” Aposto que muitos não o fazem, afinal, ninguém gosta de pensar nos riscos de alguma coisa acontecer, não é verdade? Mas vamos lá: Se ocorrer um acidente e algum bem material seu tiver sido avariado, você terá condições de se recuperar adequadamente? Se você trabalha em uma empresa e sofre demissão, digamos, em virtude de uma pandemia global, você está preparado para ficar um tempo sem renda certa? Tem alguma outra forma de ganho? Tem outra habilidade que saiba executar bem? Ou ainda, alguma ideia que queira colocar em prática?

“Cada sonho que você deixa pra trás, é um pedaço do seu futuro que deixa de existir”

steve jobs

Pois é, por mais que não pensemos nos riscos de algo acontecer, eventualmente, eles acontecem e, estatisticamente, com uma certa frequência. Quem estiver mais preparado sairá em vantagem. Nesse link, tem um exemplo perfeito de como uma situação adversa necessita de uma reação diferenciada (Uma família que usou o auxílio emergencial para empreender e, adivinhem? Está dando certo). Quanto mais considerarmos a existência do risco em nossa vida, mais podemos aproveitá-la em sua plenitude. O risco não limita, ele é uma probabilidade, devemos usar ao nosso favor.

O gerenciamento de risco serve para criar uma proteção contra tudo e qualquer possibilidade de perda que eventualmente acontece. Além disso, nos protege contra nossos próprios erros, esses são os mais desastrosos. Quando cometemos erros atrás de erros, somos direcionados para caminhos dos quais é difícil retornar. Dessa maneira, é importante termos a nossa vida sob controle e isso inclui fazer um planejamento adequado considerando a existência de riscos.

Devemos sempre buscar nos proteger de atitudes e comportamentos que vão contra àquilo que desejamos para nós. Por exemplo, se desejamos ganhar (em qualquer aspecto da vida), precisamos minimizar as probabilidades e diminuir os impactos que eventos negativos podem nos causar. Isso inclui preparação, estudo e o desenvolvimento de habilidades que nos façam aumentar o nosso leque de recursos para agir em situações adversas, só assim poderemos analisar adequadamente as variáveis e tomar a melhor decisão.

Querer é fazer

Já ouvimos muito a frase: “Querer é poder”, essa frase remete a uma possibilidade sobre alguma coisa desejada quando na verdade faz mais sentido dizer “Querer é fazer”. Quantas pessoas dizem que querem fazer alguma coisa ou, alcançar algum objetivo de vida, mas se comportam completamente ao contrário? Têm por desejo se tornar um escritor(a), mas não escrevem ou, menos ainda, não leem um livro que seja ou, desejam entrar em forma mas nunca treinam.

Para começar a correr basta dar o primeiro passo

A grande verdade é que todos nós temos muitas coisas que desejamos alcançar, porém, dificilmente estamos dispostos a fazer o esforço necessário para tal. Andamos sempre “ocupados demais” com tarefas que não nos levarão ao resultado pretendido, essa ocupação é um engano e sabemos disso. Quando pararmos de nos fazer de vítimas das circunstâncias externas e passarmos a ser responsáveis pelas nossas atitudes, começaremos a construir o que queremos.

“Muitas pessoas querem o substantivo sem fazer o verbo, elas querem o título sem o esforço do trabalho.”

Austin kleon

Não é fácil sair do marasmo total para a completa realização, identificar algumas premissas pode ajudar nesse processo para descobrir o que realmente importa. Esses itens podem e, certamente, irão mudar, de acordo com a sua fase de vida ou, qualquer outro aspecto que interfira nas tomadas de decisão e tenha importância para você. Precisamos viver de acordo com as nossas prioridades e não para dar conta de tudo a todo instante.

A vida é feita de escolhas e as escolhas que fazemos moldam tudo ao nosso redor, o problema ocorre quando as pessoas não entendem isso, desejam avidamente alcançar muitas coisas ao mesmo tempo e acabam deixando escapar oportunidades de crescimento e fechando portas para outras possibilidades. Nesse sentido, é melhor fazer poucas coisas com muito empenho do que muitas coisas pela metade.

Querer não é apenas poder, aqui a palavra poder tem a ver com a possibilidade de realização e, essa possibilidade só passa a existir a partir do momento que fazemos algo. Por mais que tenhamos sorte, precisamos estar preparados para quando a oportunidade aparecer. Devemos parar de simplesmente “querer fazer” as coisas para de fato começar a fazer aquilo que queremos!

Aprendendo a aprender

Talvez uma das habilidades mais inatas do ser humano é a capacidade de aprender. Já reparou que até, por volta dos dois anos, mais ou menos, as crianças tem um pico de crescimento muito maior do que em qualquer outra fase da vida? Não vamos falar sobre os motivos ou circunstâncias nas quais isso ocorre mas, a questão principal é a habilidade que as crianças tem de aprender algo unicamente por observação e repetição.

O desejo pelo aprendizado contínuo deve ser igual ao de uma criança…

Quando bebês não sabem falar mas de tanto observarem e estarem próximos às conversas, a fala dos pais, ao sotaque, ao idioma acabam incorporando esse conhecimento e a partir dali expande-se um mundo de possibilidades. Quando ainda não sabem andar, arriscam-se a equilibrar-se um pouco para saber o que se pode fazer ficando em pé, dão os primeiros passos se apoiando no sofá ou, em alguém, até se sentirem seguros para dar andarem sozinhos. Eles arriscam, acertam depois de várias tentativas e, melhoram pela repetição.

O ato de andar é o primeiro sinal de “emancipação” de um bebê, seguidos de uma bicicleta para as crianças e, um carro para os jovens. As crianças quando tentam andar sozinhas ou, falar, se arriscam a uma ação totalmente desconhecida por elas. Não conhecem a própria capacidade e por não conhecê-la de fato, não enxergam limitações, exploram, fazem experiências, criam estórias, aprendendo continuamente.

Em alguma fase da nossa vida, nós perdemos esse gosto pelo risco. O que não faz muito sentido, uma vez que temos mais potencial, condições, recursos, autoconhecimento de nossas capacidades e mesmo assim, nos vemos limitados ou, pior, acabamos nos limitando. Paramos de aprender coisas novas e ficamos repetindo o que já sabemos… Funciona, é verdade, mas isso é pouco. Talvez seja um pouco de aversão pelo julgamento alheio, receio de mostrar que não se sabe algo e se está, simplesmente, aprendendo. As crianças não tem essa percepção.

Quando estamos em nossos papéis na sociedade (trabalho, comunidade, família) nos cercamos de coisas que conhecemos e temos sob controle. Isso gera a conhecida zona de conforto. O aprendizado contínuo possibilita que aumentemos essa zona um pouco de cada vez. Aumentando-a nos colocamos sempre em movimento, passamos a ter domínio sobre mais ferramentas, desenvolvemos outras habilidades, criamos infinitas possibilidades e construímos outras relações.

“Busque sempre aprender, um pouco de cada vez. O aprendizado contínuo nos leva à perfeição. Fazer menos do que se pode é ir contra a natureza para a qual somos designados.”